segunda-feira, 18 de abril de 2016

TJBA reduz R$ 245 milhões nas projeções das despesas com pessoal para 2016

desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago 
Medidas adotadas pela atual gestão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia já projetam uma redução de R$ 245 milhões das despesas com folha de pessoal para 2016.
A previsão das despesas para este ano, de acordo com o orçamento elaborado em 2015, era de R$ 2,195 bilhões. Ações promovidas pela Presidência do Tribunal fizeram com que a previsão fosse reduzida para aproximadamente R$ 1,950 bilhão.

O Decreto Judiciário 268, publicado na edição de quinta-feira (14) do Diário da Justiça Eletrônico, é a mais nova iniciativa para evitar o crescimento de despesas com pessoal.
Considerando o quadro econômico do País, a situação financeira do estado e o déficit orçamentário previsto para 2016, no que concerne às despesas com pessoal, além de outros aspectos, a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago suspendeu, no âmbito do Poder Judiciário, “o provimento de cargos permanentes e comissionados e funções gratificadas, ainda que em substituição a servidor aposentado ou exonerado do respectivo cargo ou função”.
Também estão suspensas “quaisquer concessões de vantagens ou adequações de remuneração a qualquer título, e a contratação de hora extra ou serviço extraordinário remunerado, a qualquer título”.
O decreto estabelece que a “Secretaria de Planejamento e Orçamento acompanhará mensalmente a evolução dos números pertinentes à despesa com pessoal do Poder Judiciário, comparando e informando a esta Presidência, de modo analítico, os cenários e as possibilidades de retração e/ou superação dos limites estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal”.
“As medidas adotadas visam preservar os direitos dos servidores conforme já havia tornado público no meu discurso de posse”, diz a presidente, lembrando que as sanções previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal preveem redução de quantitativo de pessoal e até redução de vencimentos.
Margem – O orçamento de pessoal do Poder Judiciário, estabelecido pelo Poder Executivo, com base na receita corrente líquida do Estado para 2016, foi de R$ 1,663 bilhão, valor já inferior ao exercício de 2015, cuja despesa executada foi 1,795 bilhão.
“E do valor de R$ 1,950 bilhão já estão contabilizados aproximadamente R$ 200 milhões referentes a decisões judiciais de 2015, cumpridas pela gestão anterior, mas que só passaram a impactar na despesa de pessoal no orçamento de 2016, restringindo a nossa margem percentual estabelecida pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz a presidente.
“A nova projeção de despesas de pessoal significa uma redução na necessidade de suplementação de recursos por parte do Poder Executivo, que antes era de R$ 532 milhões e que agora passa a ser de aproximadamente R$ 287 milhões”, completa.
A suplementação de despesa de pessoal do Poder Judiciário é histórica, em virtude de o orçamento estabelecido pelo Poder Executivo ser sempre inferior às necessidades apontadas pelo Poder Judiciário quando da elaboração da Lei Orçamentária Anual, a LOA.
"Porém, cientes da gravidade do cenário atual, nos antecipamos e adotamos ações severas de contenção para reduzir o déficit e viabilizar a suplementação pelo Poder Executivo que também enfrenta dificuldades".
Todos os números foram apresentados pela presidente à Mesa Diretora do TJBA na última segunda-feira, 11. Participaram da reunião a 1ª vice-presidente, desembargadora Maria da Purificação da Silva; a 2ª vice-presidente, desembargadora Lícia de Castro Laranjeira Carvalho; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Osvaldo de Almeida Bomfim e a corregedora das Comarcas do Interior, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, além de juízes assessores, secretários e equipe técnica.
Texto: Ascom TJBA / Foto: Nei Pinto




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