segunda-feira, 25 de junho de 2012

O jogo sujo nas alianças políticas


"Ninguém estranha mais quando dois políticos antagônicos se unem, parece que vale tudo para conquistar o poder e a partir daí, fincar raízes. A recente união do líder popular Lula com o ex-prefeito de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, para conquistar o poder já está nos anais da história nacional como um ato sem ética e sem pudor já que Lula, num passado recente, classificou Paulo Maluf como símbolo de corrupção e o Banco Mundial inseriu o nome de Maluf em uma base de dados que tem 150 nomes de corruptos no mundo, todos procurados pela Interpol. Maluf, em São Paulo, é hoje aliado do PT.

Escândalos como esse não se restringem ao cenário nacional. No mundinho dos profissionais da política daqui de Serrinha já se vê a dança sem escrúpulos que desconstrói o discurso e a conduta da ética. Hoje, no processo político, é possível ocorrer qualquer negócio – moral ou imoral – para ganhar uma eleição e ter poder para executar orçamentos públicos. O que existe são conveniências e o eleitor não participa desse processo. Mas no momento em que o eleitor pode participar, deve lembrar de cada movimento que os políticos fazem.
Há um visível descrédito a respeito do comportamento dos administradores públicos e da classe política, a insatisfação com a conduta ética no serviço público é fato. É certo que a crítica que a sociedade faz ao serviço público está diretamente ligada ao gerenciamento dos recursos financeiros. A grande maioria das pessoas não consegue associar corrupção à falta de educação, saúde, pavimentação, segurança, enfim a tantos serviços essenciais que nos são oferecidos de modos precários porque os recursos públicos vão para a corrupção.
É lamentável ver que há tantos homens e mulheres moralmente inferiores tomando decisões insensatas e fazendo um jogo perverso na hora de certas alianças que são feitas nas articulações eleitorais pela conquista do poder. Tudo pelo desejo de participar da gestão de alguns milhões de reais mensais...
Me sinto muito à vontade para fazer esse tipo de crítica porque apesar do assédio, em nenhum momento me senti motivada ou seduzida para fazer certas alianças e ser mais uma nesse quadro deplorável da política serrinhense. "




Fonte: vereadora Aloísia Carneiro

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